Margens x Custos: como gerenciar a lucratividade do e-commerce

Lucro é condição primeira, compulsória, para uma empresa persistir em sua jornada. Muitos iniciam no comércio eletrônico acreditando que o lucro é maior que do mundo físico e o retorno, mais mais rápido. Mas para atingi-lo há muito trabalho, planejamento, dedicação e uma rotina diária de controles rígidos.

Quando um negócio dá certo, muita gente olha de fora e tudo parece fácil, mas não é bem assim, principalmente no e-commerce. Por mais que esse setor cresça de forma expressiva no mundo todo, a grande concorrência entre os players tem provocado achatamento das margens. Isso significa menos espaço para aventureiros que imaginam uma possibilidade de fazer dinheiro fácil no ambiente online. Dinheiro fácil... taí algo em extinção.

Para te ajudar a simplificar os caminhos que levam à maior lucratividade, separamos alguns passos importantes:


Planejamento estratégico

Poucos gostam da palavra “planejamento”, afinal “execução” é tão mais sedutor... Mas, adivinha, a segunda etapa não vai ter sucesso se a primeira for negligenciada, mesmo se a empresa contratar os melhores fornecedores do mercado. Montar um bom plano de negócios, alinhado ao planejamento estratégico e à visão da empresa, é tão importante quanto executar esse plano de forma assertiva e competente.


Preço de venda

Outro erro é achar que o preço de venda do produto pode ser determinado pela própria empresa. Não, o preço de venda não é definido por quem vende, mas pelo mercado.

Avalie qual preço de venda o mercado está disposto a pagar para fazer a conta reversa e encontrar sua MC, ou Margem de Contribuição = Preço de Venda (custo da mercadoria vendida + despesas variáveis). A MC é usada para pagar os custos fixos da operação e, através dela sua empresa encontrará seu ponto de equilíbrio (faturamento mínimo mensal para a conta fechar no zero a zero, sem lucro ou prejuízo).

 

Margem de lucro

O e-commerce é um ambiente altamente competitivo. Players globais e locais concorrem pelo consumidor online, e a guerra de preços está ficando maior.

Resultado: as empresas estão tendo que diminuir suas margens para continuarem competitivas. E nessa matemática, os sites com pouco volume acabam precisando achatar essa margem mais ainda.

Explicamos: as empresas compram com preços diferentes do mesmo fabricante ou distribuidor, em função do seu porte, poder de barganha e capacidade de pagamento; e, normalmente, quem compra mais consegue um preço melhor.

Frete grátis é um vilão!

Mesmo existindo um movimento para acabar com essa prática, ainda há muita concorrência e o frete grátis é usado para atrair clientes. Enquanto não houver uma conscientização geral e um “acordo de cavalheiros” entre as empresas, a famosa “conta frete” das lojas estará sempre no negativo, comendo parte da margem da venda.

Mídia paga

Outro algoz desse mercado é o marketing através do CPC (custo por clique), no modelo de leilão. Quanto mais pessoas quiserem comprar o anúncio, mais alto será o investimento em marketing. O CPC sobe acompanhando o aumento da concorrência e aos altos investimentos em marketing. Isso impacta diretamente na redução do ROI (Retorno Sobre o Investimento) e, consequentemente, no aumento do percentual de investimento em marketing. Investimentos desordenados em marketing prejudicam toda a cadeia!

Avalie os fornecedores

Escolha bem seu fornecedor! Frente a este cenário desafiador, todos os dias surgem novas empresas prometendo dar um suporte diferenciado a lojas virtuais.

No entanto, muitas delas acabam presas a fornecedores pouco qualificados, o que reduz ainda mais suas margens. Não são poucos os fornecedores cobrando preços exorbitantes, e querendo aproveitar ao máximo do crescimento do e-commerce. Por isso, antes de assinar uma parceria, pesquise, consulte clientes que já usaram os serviços e cerque-se de garantias.

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